domingo, setembro 30, 2012

Paraquedista realizará salto em queda livre do espaço

Durante a façanha, o austríaco deverá romper a velocidade do som com o próprio corpo. 




De acordo com uma notícia publicada pelo pessoal do Gizmodo, o famoso paraquedista austríaco Felix Baumgartner deve quebrar o recorde de salto em queda livre ao se lançar de uma altura de 37 quilômetros, ou seja, próximo ao limite da estratosfera. 

A façanha ocorrerá no dia 8 de outubro, e Baumgartner deve demorar aproximadamente cinco minutos e meio para, então, romper a velocidade do som! O salto completo deve levar por volta de 10 minutos, e o austríaco abrirá o paraquedas quando se encontrar a cerca de 1.500 metros do solo. 
Se tudo correr bem, Baumgartner será a primeira pessoa a romper a velocidade do som com o próprio corpo, além de quebrar o recorde anterior de queda livre, estabelecido pelo capitão da força aérea norte-americana Joe Kittinger que, em 1960, saltou de uma altura de 31 quilômetros.


Fonte : GameVicio e Gizmodo

sábado, setembro 15, 2012

Chechênia 10 anos depois: a reconstrução da capital Grózni, totalmente destruída pelos russos


Um pequeno ponto no mapa da Rússia...É assim que parece a Chechênia, esta pequena República Russa da região do Cáucaso, que se localiza na estreita na faixa de terra que liga o Mar Negro ao Mar Cáspio, fazendo fronteira com a Geórgia ao Sul.


Localização da República da Chechênia no mapa da Rússia. Um pontinho vermelho...

Apesar de seu território parecer insignificante para um país continental que perdeu durante os anos 90 repúblicas ricas e com grandes territórios, como Ucrânia e Casaquistão, o governo de Moscou travou duas guerras contra os chechenos para defender-se dos separatistas

Oleodutos vindos do Mar Cáspio atravessam a Chechênia
Seria este o principal motivo de tanta preocupação de Moscou?

As versões mais aceitas para esta preocupação da cúpula de Moscou provém do fato de que a Chechênia, além de produtora de petróleo, tem uma localização estratégica para a Rússia, visto que grande parte do petróleo extraído do Mar Cáspio e exportado para a Europa passa através de oleodutos pelo território checheno. 


Bandeira da República da Chechênia


1a Guerra da Chechênia ocorreu em 1994 e foi motivada pela declaração de independência feita pelo então presidente da Província Djokhar Dudayev em 1991. Ela é chamada por muitos de "Vietnã Russo", pois mesmo com um poderio militar significativamente maior que o checheno, sofreu baixas humilhantes durante as campanhas. Mesmo assim, o poderio do exército moscovita prevaleceu, e Grózni foi tomada pelos russos após violentos combates, pondo fim ao conflito em 1997. A única nação que reconheceu a independência chechena durante este período foi o Afeganistão. 

Grózni em 1995

Destruição em toda parte

Prédios bombardeados na capital chechena
Mercenários de todo o Oriente Médio lutaram em Grózni

Porém, a paz durou muito pouco, pois violentos atentados terroristas em vários locais da Rússia feitos por rebeldes chechenos fizeram com que o governo de Moscou invadisse novamente a Chechênia em 1999, no que foi chamado de 2a Guerra da Chechênia. O conflito terminou em 2000, e um referendo feito algum tempo depois manteve o controle russo sobre a província com uma votação de 96% (apesar de denúncias de fraudes), terminando com uma década de conflitos. Porém, acusações de estupros, assassinatos de civis e saques feitos pelas tropas russas até hoje estão na memória da população de Grózni.

Venda improvisada nas ruas destruídas de Grózni

A destruição vista do alto

Esta foto lembra muito as zonas arrasadas na Europa durante a 2a Guerra Mundial

Vale lembrar que mesmo depois do término "oficial" dos conflitos, alguns dos momentos mais tristes da última década foram protagonizados por rebeldes chechenos, como nos casos do ataque ao Teatro Dubrovka de Moscou em 2002 (200 mortos) e o massacre da escola em Beslan em 2004 (344 mortos).

O jovem e polêmico presidente Kadyrov, nascido em 1976.
Um ex-rebelde que hoje defende Putin como se fosse seu pai

Hoje, mais de uma década após o final da 2a Guerra da Chechênia, sob uma enganadora tranquilidade imposta pelo governo autoritário de seu terceiro presidente, Ramzan Kadyrov, filho do primeiro presidente checheno assasinado em 2004,  um ex-rebelde com idéias separatistas na década de 90, que mudou para o lado russo, e sob a poderosa sombra de Putin, tornou-se presidente com 31 anos de idade. 

Apesar de reconhecer que o muçulmano Kadyrov trouxe investimentos para a sonhada reconstrução de Grózni e uma certa paz à província, pesam sobre ele acusações de corrupção, escândalos sexuais e abusos de poder. Suas declarações polêmicas tem doses generosas de racismo, machismo e intolerância religiosa.

Panorâmica de Grózni. Reconstruída após destruição total nos anos 90

Apesar da reconstrução da cidade, muitos bairros periféricos permanecem em ruínas, e o déficit habitacional e índices de pobreza são bem maiores que no restante da Rússia.

Casa de família de baixa renda que permanece com partes destruídas anos após o término dos conflitos.


Fique a seguir com fotos da capital Grózni, que está sendo lentamente reconstruída. 


"The Heart of Chechnya", uma das maiores mesquitas da Europa, inaugurada em 2008

Interior da Mesquita


Minaretes de 60 metros de altura. Arquitetura baseada na "Mesquita Azul"de Istambul

Decoração noturna nas ruas da capital chechena


Bairros totalmente reconstruídos

Jardins e ruas largas


A Mesquita de Grózni foi construída sobre os escombros da cidade destruída

Foto aérea da Mesquita e da bela Praça que a cerca

Prédios começam a surgir na cidade

Bairros inteiros revitalizados

Em breve, este conjunto de arranha-céus será o maior ponto de referência da cidade

ENQUANTO ISTO, NOS GRAMADOS...



Escudo do Terek Grozny,
orgulho da cidade, atualmente é o primeiro colocado na Liga Russa 


Por incrível que pareça, a cidade de Grózni ostenta orgulhosamente um time na Primeira Divisão do Futebol Russo (Russian Premier League). Trata-se do Terek Grozny 
que conta com 4 brasileiros no elenco: Antonio Ferreira, Adilson, Maurício e Aílton. 
http://www.ogol.com.br/equipa.php?id=4253


Seu estádio para 10 mil pessoas fica lotado durante as partidas do time, numa forma mais civilizada de "confronto" contra os outrora "inimigos" de Moscou. 

O  também reconstruído estádio da cidade


E enquanto isto, Grózni ressurge das cinzas como uma Fênix Mitológica, que precisa perecer para renascer mais forte do que nunca. Esperamos que desta vez, ela não seja destruída pelas bombas de Moscou, nem pelas atitudes de seus governantes nada confiáveis.






Fonte: RIOBLOG